SUGESTÃO ALCOBAÇA: caem bombas no paraíso

11 04 2009

 

11|12|13 ABR 2009

Cine-teatro de Alcobaça _ Alcobaça

 

Não existe uma forma objectiva de resumir o conflito israelo-palestiniano; e o mais ingénuo seria esperar que fosse o cinema a oferecer soluções simples para o que sabemos ser uma questão complexa.

Se por um lado, as palavras são sempre poucas para retratar as feridas de ambos os povos, por outro, os sentimentos são sempre demasiados no contexto de dor em que surgem.

 

O ciclo de cinema “Caem Bombas no Paraíso” mostra-nos que vidas persistem para lá das fronteiras entre israelitas e palestinianos e a sua luta por um “paraíso na terra”.

 

 

11 ABR _ 21h30m

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A VALSA COM BASHIR

Viagem surreal de um antigo combatente israelita ao interior das suas memórias de guerra durante o conflito do início dos anos 1980 entre Israel e o Líbano.

 

 

12 ABR _ 17h00m

 

INTERVENÇÃO DIVINA

Crónica de amor e comédia entre um palestiniano de Jerusalém e uma palestiniana de Ramallah que buscam a intimidade no seio da ocupação israelita.

 

 

12 ABR _ 21h30

 

VAI E VIVE

Odisseia de um rapaz africano que se declara judeu para salvar-se da fome no Sudão e é adoptado por uma família francesa sefardita em Telavive.

 

 

13 ABR _21h30

 

O PARAÍSO, AGORA

Retrato de dois jovens amigos palestinianos recrutados como bombista-suicidas (nomeado para o Óscar de Melhor Filme Estrangeiro em 2005).

 

 

 

todas as infos aqui

 

 

 





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3 01 2009

 

 

Conhecer a Diferença – Destruir a Indiferença – Instituir a Igualdade

 

 

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Existe um pouco por toda a parte o medo do que é diferente. O medo do desconhecido.

Cedo este sentimento dá lugar à desconfiança, à apreensão, ao impasse, ao desconforto que se sente na presença do estranho.

Chegando a este ponto há duas soluções:

Ou tratamos de resolver a nossa dúvida e vamos esclarecer-nos, perceber como vive, como pensa, como podemos conviver e construir juntos o nosso espaço comum

Ou podemos, perturbados pelo receio e desconfiança, hostilizar ou afastar-nos, sem comunicar e sem conhecer, enfim, os que connosco partilham o espaço da comunidade, criando pequenos universos hostis ou indiferentes.

 

Quero aqui encorajar o uso da primeira solução:

Olhar, reflectir, contactar conviver, conhecer a diferença.

As pessoas que colaboraram comigo (…) estão aqui retratadas segurando as mensagens por elas escritas (…). Ao abordá-las, eu desenhei nas suas folhas um sinal de desigualdade e outro de igualdade e pedi que escrevessem:

 

 em frente ao sinal de desigualdade, um desejo pessoal (…)

 

= em frente ao sinal de igualdade, o que, no seu entender, é mais importante na relação entre os seres humanos, aquilo que mais falta nos faz e se torna precioso para que se viva bem em comunidade.

 

Não será esta resposta transversal a qualquer diferença?

 

Olhando as imagens,

Parece-me que todos conquistaram o seu lugar.

Todos pertencem ali. Todo o cidadão do mundo teria ali o seu lugar sem destoar da melodia que todos parecem cantar – a da Humanidade.

 

E consigo imaginá-los a todos (…): Homem, Mulher, Criança, Velho, Incapacitado, Cristão, Judeu, Ateu, Budista, Muçulmano, Cigano, Negro, Branco, Amarelo, Vermelho, Daqui e d’Acolá, Homossexual, Hetero, Bi, Trans…

 

 

Qual deles está errado? Qual está certo? Alguém está a mais?

 

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Lourenço Cabrita Gonçalves





SUGESTÃO LISBOA: FocFest

31 10 2008

4 | 5 | 6 DEZ 2008 _ 21h30

Fábrica Braço de Prata _ Sala Visconti _ Lisboa

 

Entrada Livre





SUGESTÃO LISBOA: Doclisboa 2008

16 10 2008

 

16 OUT | 20h30m |Culturgest (grande auditório)

18 OUT | 22h30m | Londres (sala 1)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Z32

de Avi Mograb
81´ França/Israel 2008

 

 

Um soldado israelita de uma unidade de elite procura perdão para os seus actos depois de ter participado numa missão onde foram mortos diversos palestinianos inocentes. A sua namorada, que já ouviu a história vezes sem conta, recusa reconhecer as atenuantes do crime em que ele participou. Um realizador de documentários dá-lhe a oportunidade de contar a sua história sem ter de assumir responsabilidades. Z32 centra-se na difícil fronteira que reside entre o testemunho perturbador e a sua representação artística.





SUGESTÃO: uma terra sem gente para gente sem terra

9 05 2008

 

A exposição “Uma Terra Sem Gente, Para Gente Sem Terra” é composta por diversos posters de grande formato, com desenhos de contorno a preto-e-branco, que convidam os visitantes a preencher de cor usando os diversos lápis dispostos para o efeito. Uma vez mais, Nuno Coelho explora no seu trabalho conceitos como o vernáculo e a interactividade do público com diversos materiais impressos.

Os posters mostram diversos mapas e gráficos, assim como desenhos realizados a partir de fotografias recolhidas na sua viagem de um mês à Palestina em 2006 onde teve um contacto íntimo com a complexa situação da região.

Com esta intervenção artística, Nuno Coelho traduz em narrativas as tensões sociais que fazem parte do quotidiano daquela região onde três continentes colidem, propondo uma nova abordagem de pensamento sobre o conflito israelo-árabe, assim como um olhar crítico mas também irónico, que poderá mostrar o absurdo da situação presente.

Essa sensação de absurdo é enfatizada ao falar da actual situação social e política recorrendo a um imaginário e uma linguagem infantil. O trabalho vai ao encontro da opinião do autor que crê que apesar de haver um discurso global sobre a Palestina, poucas pessoas conseguem ver além das imagens e títulos chocantes gerados pelos media e compreender os princípios básicos do conflito.

Para além disso torna-se importante questionar se poderá um acto artístico conter em si imenso significado político sem assumir um determinado ponto de vista ou sem aspirar a ser transgressor, subversivo ou activista. Tal como a negação da Filosofia é já de si um acto filosófico, talvez a tentativa de mostrar um trabalho apolítico seja também ela detentora de uma forte posição política.

Nuno Coelho é Designer de Comunicação, actualmente a viver e a trabalhar na cidade do Porto. O seu trabalho pode ser visto em aqui.

……….

 

A exposição contou já com várias apresentações (Lisboa, Porto, Açores, Berlim e Barcelona) e tem já confirmadas outras duas apresentações para este ano (Hobart na Austrália em Setembro e novamente Porto em Outubro).

Neste momento a exposição ainda se encontra patente em Barcelona até dia 11 de Maio na galeria Almazen.

 

 

 





“Shooting Back” dos territórios ocupados

30 04 2008

Em Janeiro de 2007, B’TselemThe Israeli information center for human rights – lançou o projecto SHOOTING BACK dando oportunidade aos Palestinianos que vivem em zonas de conflito, próximos de colonatos, bases militares ou territórios que sofrem constantes incursões militares, de mostrar através do vídeo a realidade do seu dia-a-dia sujeito a ocupação e pressão.


 

Mais vídeos em YouTube BTselem’s Channel

 

 

 

 

 

 

 





SUGESTÃO: Música pelo Médio Oriente

11 04 2008


José Mário Branco, Clã, Camané, Jorge Palma, entre outros, vão encontrar-se no palco com um grupo de artistas oriundos da região do Médio Oriente para vários espectáculos em Portugal com o propósito de alertar para as consequências de 5 anos de invasão e ocupação militar do Iraque.

 

Com a designação de «Música pelo Médio-Oriente», esta a iniciativa da Audiência Portuguesa do Tribunal Mundial sobre o Iraque conta com a participação de músicos do mundo árabe, intérpretes de instrumentos como o “santur” ou o “ud”, como Ayub e Ehad Al-Azzawy, do Iraque, e Marwan Abado da Palestina.

 


LISTA DE DATAS E ARTISTAS:

 


8 de Abril

Teatro Académico Gil Vicente, Coimbra – 21h30
Wesam Ayub, Ehad Al-Azzawy (Iraque) e Marwan Abado (Palestina) são recebidos por Camané e João Lóio

10 de Abril

Theatro Circo, Braga – 21h30
Wesam Ayub, Ehad Al-Azzawy (Iraque) e Marwan Abado (Palestina) são recebidos por Clã e Jorge Palma

12 de Abril

Cinema São Jorge, Lisboa – 21h30
Wesam Ayub, Ehad Al-Azzawy (Iraque) e Marwan Abado (Palestina) são recebidos por Luís Represas, João Pedro Pais e José Mário Branco

13 de Abril

Teatro Vírginia, Torres Novas – 16h00
Wesam Ayub, Ehad Al-Azzawy (Iraque) e Marwan Abado (Palestina) são recebidos por Paulo de Carvalho e José Mário Branco