SUGESTÃO LEIRIA: os esquecidos

26 10 2009

26 out | 21h30m | teatro josé lúcio da silva_leiria

(extensão do doclisboa)

 

OS ESQUECIDOS de Pedro Neves

São casos escondidos atrás de muros, de janelas e portas fechadas, de portões ferrugentos, de paredes que caem, de tectos que não existem. É gente que tropeçou no entulho e na desilusão, na privação, na perda, na angústia. É gente que foi empurrada dos sonhos para o chão. É gente como a gente poderia ser.





SUGESTÃO CALDAS DA RAINHA: hep – human emotion project

18 10 2009

HEP_Portugal_MalhoaG

Apresentação

Projecto Emoção Humana – Vídeo Arte Internacional

Museu José Malhoa

 

Instalação:

20 de Outubro – 25 de Outubro de 2009

10h00 – 12h30 | 14h00 – 17h00

 

Apresentação | Projecção Contínua:

22 de Outubro de 2009

21h00h às 24h00

 

Um grupo de criadores emergentes dos mais variados quadrantes geográficos e culturais munidos da infinita possibilidade da vídeo arte, expressam as complexas forças que nos identificam como seres humanos: as emoções.

 

Partindo da extensa colecção videográfica do grupo internacional Human Emotion Project, fundado e dirigido pela artista sul-africana Alison Williams, um rol de quarenta obras videográficas seleccionadas pelo comissário português do projecto compõem um eclético programa de forte componente audiovisual patente no Museu José Malhoa a partir do dia 20 de Outubro, com uma sessão especial na noite de 22 de Outubro de 2009.

 

De assinalar a presença na sessão nocturna de apresentação do dia 22 de Outubro do Prof. Fernando Galrito como conferencista convidado e ainda da inclusão no programa de trabalhos de alunos da Escola Superior de Artes e Design das Caldas da Rainha (ESAD.CR) que assim se associa da melhor maneira ao evento.

 

A sessão de apresentação e a projecção contínua de vídeos promovida pelo Museu José Malhoa do Instituto dos Museus e da Conservação (MJM-IMC.IP), em parceria com o Human Emotion Project (HEP) e com a Escola Superior de Artes e Design das Caldas da Rainha (IPL-ESAD.CR), terá lugar nas Caldas-da-Rainha, no Museu José Malhoa, dia 22 de Outubro, das 21h00h às 24h00.

 

De salientar que durante o período de vigência da mostra Emoção Humana – Vídeo Arte Internacional (de 20 a 25 de Outubro) estará presente na Sala Multimédia nos períodos de abertura do Museu José Malhoa ao público, uma instalação videográfica incorporando trabalhos do projecto Human Emotion e da ESAD. CR alusivos ao tema das emoções.

 

Alberto Guerreiro

Comissão | HEP Portugal





SUGESTÃO LEIRIA: von magnet

1 10 2009

3 out | 22h00m | teatro josé lúcio da silva

 von magnet

Os lendários Von Magnet, colectivo sedeado em França composto por elementos de múltiplas nacionalidades, voltam a Leiria, cinco anos depois de terem brilhado em mais uma lotação esgotada do então Fade In 2004.

 

Desta feita, o grupo traz na bagagem um espectáculo denominado de “Polarized”, baseado e inspirado no seu recente 11º disco de originais, “Neither Predator Nor Prey” (uma aproximação poética focada no conflito do Médio Oriente).

 

Esta nova criação de palco dos Von Magnet pretende abordar e explorar algumas das visões possíveis inerentes ao fascínio dos pólos opostos, tais como sedução e tensão, arcaico e moderno, parcial e imparcial, leste e oeste, macho e fêmea, fogo e gelo…

 

“Polarized” é um concerto-performance com todos os condimentos que fazem dos Von Magnet uma das mais peculiares, inovadoras e originais bandas das duas últimas décadas.

 

Este espectáculo, com a chancela do festival Fade In 2009, servirá para os Von Magnet apresentarem em absoluta estreia mundial a sua mais recente invenção, um instrumento baptizado de “Cajacuerda”, sob o qual a percussão através do sapateado desencadeia uma série de vibrações de cordas.

 

O palco do José Lúcio da Silva receberá, dia 3 de Outubro, em estreia exclusiva em Portugal, a nova e apaixonada aventura dos apaixonantes Von Magnet!!!





SUGESTÃO PORTO: the take na casa viva

10 09 2009

10 set _ 22H00M | casa viva _ praça marquês de pombal _ 167 _ porto

 

The Take, de Avi Lewis e Naomi Klein (87′)

Documentário. Canadá, Argentina, 2004

 

No rescaldo do dramático colapso económico argentino de 2001, a classe média mais próspera da América Latina descobre-se numa cidade fantasma de fábricas abandonadas e desemprego em massa. A fábrica Forja dorme abandonada até que os seus antigos empregados a tomam. Fazem parte dum novo e dinâmico movimento de trabalhadores que ocupam negócio “falidos” e criam empregos nas ruínas do sistema que desaba.

 

Nos subúrbios de Buenos Aires, trinta trabalhadores desempregados partem em direcção à sua fábica “falida”, estendem os sacos-cama e recusam-se a ir embora. Tudo o que querem é voltar a ligar as máquinas paradas. Como em qualquer ocupação, têm que percorrer tribunais e enfrentar polícias e políticos, que tanto podem dar-lhes protecção legal como corrê-los violentamente.

 

The Take, um filme que, quase garantidamente, irá fazer-te rir e chorar e, acima de tudo, deixar-te com um desejo enorme de mudar o mundo, é um manifesto sobre o poder das pessoas normais quando se unem para conseguirem coisas extraordinárias.





LIVRO DE CABECEIRA: uma terra sem gente para gente sem terra

10 09 2009

Já tinhamos falado desta terra e desta gente aqui… e agora o livro…

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UMA TERRA SEM GENTE PARA GENTE SEM TERRA – Um Livro de Colorir Sobre a Palestina

de Nuno Coelho e Adam Kershaw

com contribuições de Alban Biaussat, Alexandra Lucas Coelho, David Tartakover, Ferran Izquierdo Brichs, Ingrid Quiroga, Joana Bértholo, Mat Ward, Maya Pasternak, Ruba Shahrour e Tiny Domingos.

Edição de Autor

ISBN: 978-989-96355-0-0

 

UMA TERRA SEM GENTE PARA GENTE SEM TERRA é uma exposição de cartazes gráficos interactivos sobre o conflito entre Israel e a Palestina. Produz um discurso visual em torno das tensões sociais da vida quotidiana nesta região onde três continentes colidem, e propõe uma nova abordagem de pensamento sobre o conflito. O discurso é crítico, mas também irónico e, de uma forma descontraída, expõe a situação actual, convidando as pessoas a colorir os mapas e desenhos ao longo da exposição.

 

Este livro contém versões actualizadas das imagens e textos incluídos na exposição, em conjunto com novo material produzido especificamente para esta publicação, onde também são descritas as diferentes fases da sua produção e documentação, assim como o contexto político e de design através de textos pelos autores. Para além disso, colaboradores de diferentes contextos profissionais e culturais foram convidados a responder ao formato e ao conteúdo da exposição de acordo com as suas próprias perspectivas.

 

UMA TERRA SEM GENTE PARA GENTE SEM TERRA é uma edição de autor de Nuno Coelho e Adam Kershaw e inclui um conjunto de lápis de cor. O lançamento do livro é um evento incluído nos Projectos Tangenciais (programação paralela) da EXD09 – Experimenta Design Lisboa 2009.





SUGESTÃO ALCOBAÇA: caem bombas no paraíso

11 04 2009

 

11|12|13 ABR 2009

Cine-teatro de Alcobaça _ Alcobaça

 

Não existe uma forma objectiva de resumir o conflito israelo-palestiniano; e o mais ingénuo seria esperar que fosse o cinema a oferecer soluções simples para o que sabemos ser uma questão complexa.

Se por um lado, as palavras são sempre poucas para retratar as feridas de ambos os povos, por outro, os sentimentos são sempre demasiados no contexto de dor em que surgem.

 

O ciclo de cinema “Caem Bombas no Paraíso” mostra-nos que vidas persistem para lá das fronteiras entre israelitas e palestinianos e a sua luta por um “paraíso na terra”.

 

 

11 ABR _ 21h30m

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A VALSA COM BASHIR

Viagem surreal de um antigo combatente israelita ao interior das suas memórias de guerra durante o conflito do início dos anos 1980 entre Israel e o Líbano.

 

 

12 ABR _ 17h00m

 

INTERVENÇÃO DIVINA

Crónica de amor e comédia entre um palestiniano de Jerusalém e uma palestiniana de Ramallah que buscam a intimidade no seio da ocupação israelita.

 

 

12 ABR _ 21h30

 

VAI E VIVE

Odisseia de um rapaz africano que se declara judeu para salvar-se da fome no Sudão e é adoptado por uma família francesa sefardita em Telavive.

 

 

13 ABR _21h30

 

O PARAÍSO, AGORA

Retrato de dois jovens amigos palestinianos recrutados como bombista-suicidas (nomeado para o Óscar de Melhor Filme Estrangeiro em 2005).

 

 

 

todas as infos aqui

 

 

 





projecto tdti

3 01 2009

 

 

Conhecer a Diferença – Destruir a Indiferença – Instituir a Igualdade

 

 

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Existe um pouco por toda a parte o medo do que é diferente. O medo do desconhecido.

Cedo este sentimento dá lugar à desconfiança, à apreensão, ao impasse, ao desconforto que se sente na presença do estranho.

Chegando a este ponto há duas soluções:

Ou tratamos de resolver a nossa dúvida e vamos esclarecer-nos, perceber como vive, como pensa, como podemos conviver e construir juntos o nosso espaço comum

Ou podemos, perturbados pelo receio e desconfiança, hostilizar ou afastar-nos, sem comunicar e sem conhecer, enfim, os que connosco partilham o espaço da comunidade, criando pequenos universos hostis ou indiferentes.

 

Quero aqui encorajar o uso da primeira solução:

Olhar, reflectir, contactar conviver, conhecer a diferença.

As pessoas que colaboraram comigo (…) estão aqui retratadas segurando as mensagens por elas escritas (…). Ao abordá-las, eu desenhei nas suas folhas um sinal de desigualdade e outro de igualdade e pedi que escrevessem:

 

 em frente ao sinal de desigualdade, um desejo pessoal (…)

 

= em frente ao sinal de igualdade, o que, no seu entender, é mais importante na relação entre os seres humanos, aquilo que mais falta nos faz e se torna precioso para que se viva bem em comunidade.

 

Não será esta resposta transversal a qualquer diferença?

 

Olhando as imagens,

Parece-me que todos conquistaram o seu lugar.

Todos pertencem ali. Todo o cidadão do mundo teria ali o seu lugar sem destoar da melodia que todos parecem cantar – a da Humanidade.

 

E consigo imaginá-los a todos (…): Homem, Mulher, Criança, Velho, Incapacitado, Cristão, Judeu, Ateu, Budista, Muçulmano, Cigano, Negro, Branco, Amarelo, Vermelho, Daqui e d’Acolá, Homossexual, Hetero, Bi, Trans…

 

 

Qual deles está errado? Qual está certo? Alguém está a mais?

 

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Lourenço Cabrita Gonçalves





SUGESTÃO LISBOA: FocFest

31 10 2008

4 | 5 | 6 DEZ 2008 _ 21h30

Fábrica Braço de Prata _ Sala Visconti _ Lisboa

 

Entrada Livre





SUGESTÃO LISBOA: Doclisboa 2008

16 10 2008

 

16 OUT | 20h30m |Culturgest (grande auditório)

18 OUT | 22h30m | Londres (sala 1)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Z32

de Avi Mograb
81´ França/Israel 2008

 

 

Um soldado israelita de uma unidade de elite procura perdão para os seus actos depois de ter participado numa missão onde foram mortos diversos palestinianos inocentes. A sua namorada, que já ouviu a história vezes sem conta, recusa reconhecer as atenuantes do crime em que ele participou. Um realizador de documentários dá-lhe a oportunidade de contar a sua história sem ter de assumir responsabilidades. Z32 centra-se na difícil fronteira que reside entre o testemunho perturbador e a sua representação artística.





SUGESTÃO: uma terra sem gente para gente sem terra

9 05 2008

 

A exposição “Uma Terra Sem Gente, Para Gente Sem Terra” é composta por diversos posters de grande formato, com desenhos de contorno a preto-e-branco, que convidam os visitantes a preencher de cor usando os diversos lápis dispostos para o efeito. Uma vez mais, Nuno Coelho explora no seu trabalho conceitos como o vernáculo e a interactividade do público com diversos materiais impressos.

Os posters mostram diversos mapas e gráficos, assim como desenhos realizados a partir de fotografias recolhidas na sua viagem de um mês à Palestina em 2006 onde teve um contacto íntimo com a complexa situação da região.

Com esta intervenção artística, Nuno Coelho traduz em narrativas as tensões sociais que fazem parte do quotidiano daquela região onde três continentes colidem, propondo uma nova abordagem de pensamento sobre o conflito israelo-árabe, assim como um olhar crítico mas também irónico, que poderá mostrar o absurdo da situação presente.

Essa sensação de absurdo é enfatizada ao falar da actual situação social e política recorrendo a um imaginário e uma linguagem infantil. O trabalho vai ao encontro da opinião do autor que crê que apesar de haver um discurso global sobre a Palestina, poucas pessoas conseguem ver além das imagens e títulos chocantes gerados pelos media e compreender os princípios básicos do conflito.

Para além disso torna-se importante questionar se poderá um acto artístico conter em si imenso significado político sem assumir um determinado ponto de vista ou sem aspirar a ser transgressor, subversivo ou activista. Tal como a negação da Filosofia é já de si um acto filosófico, talvez a tentativa de mostrar um trabalho apolítico seja também ela detentora de uma forte posição política.

Nuno Coelho é Designer de Comunicação, actualmente a viver e a trabalhar na cidade do Porto. O seu trabalho pode ser visto em aqui.

……….

 

A exposição contou já com várias apresentações (Lisboa, Porto, Açores, Berlim e Barcelona) e tem já confirmadas outras duas apresentações para este ano (Hobart na Austrália em Setembro e novamente Porto em Outubro).

Neste momento a exposição ainda se encontra patente em Barcelona até dia 11 de Maio na galeria Almazen.