SUGESTÃO: uma terra sem gente para gente sem terra

9 05 2008

 

A exposição “Uma Terra Sem Gente, Para Gente Sem Terra” é composta por diversos posters de grande formato, com desenhos de contorno a preto-e-branco, que convidam os visitantes a preencher de cor usando os diversos lápis dispostos para o efeito. Uma vez mais, Nuno Coelho explora no seu trabalho conceitos como o vernáculo e a interactividade do público com diversos materiais impressos.

Os posters mostram diversos mapas e gráficos, assim como desenhos realizados a partir de fotografias recolhidas na sua viagem de um mês à Palestina em 2006 onde teve um contacto íntimo com a complexa situação da região.

Com esta intervenção artística, Nuno Coelho traduz em narrativas as tensões sociais que fazem parte do quotidiano daquela região onde três continentes colidem, propondo uma nova abordagem de pensamento sobre o conflito israelo-árabe, assim como um olhar crítico mas também irónico, que poderá mostrar o absurdo da situação presente.

Essa sensação de absurdo é enfatizada ao falar da actual situação social e política recorrendo a um imaginário e uma linguagem infantil. O trabalho vai ao encontro da opinião do autor que crê que apesar de haver um discurso global sobre a Palestina, poucas pessoas conseguem ver além das imagens e títulos chocantes gerados pelos media e compreender os princípios básicos do conflito.

Para além disso torna-se importante questionar se poderá um acto artístico conter em si imenso significado político sem assumir um determinado ponto de vista ou sem aspirar a ser transgressor, subversivo ou activista. Tal como a negação da Filosofia é já de si um acto filosófico, talvez a tentativa de mostrar um trabalho apolítico seja também ela detentora de uma forte posição política.

Nuno Coelho é Designer de Comunicação, actualmente a viver e a trabalhar na cidade do Porto. O seu trabalho pode ser visto em aqui.

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A exposição contou já com várias apresentações (Lisboa, Porto, Açores, Berlim e Barcelona) e tem já confirmadas outras duas apresentações para este ano (Hobart na Austrália em Setembro e novamente Porto em Outubro).

Neste momento a exposição ainda se encontra patente em Barcelona até dia 11 de Maio na galeria Almazen.

 

 

 





] “Shooting Back” dos territórios ocupados

30 04 2008

Em Janeiro de 2007, B’TselemThe Israeli information center for human rights – lançou o projecto SHOOTING BACK dando oportunidade aos Palestinianos que vivem em zonas de conflito, próximos de colonatos, bases militares ou territórios que sofrem constantes incursões militares, de mostrar através do vídeo a realidade do seu dia-a-dia sujeito a ocupação e pressão.


 

Mais vídeos em YouTube BTselem’s Channel

 

 

 





SUGESTÃO: Música pelo Médio Oriente

11 04 2008


José Mário Branco, Clã, Camané, Jorge Palma, entre outros, vão encontrar-se no palco com um grupo de artistas oriundos da região do Médio Oriente para vários espectáculos em Portugal com o propósito de alertar para as consequências de 5 anos de invasão e ocupação militar do Iraque.

 

Com a designação de «Música pelo Médio-Oriente», esta a iniciativa da Audiência Portuguesa do Tribunal Mundial sobre o Iraque conta com a participação de músicos do mundo árabe, intérpretes de instrumentos como o “santur” ou o “ud”, como Ayub e Ehad Al-Azzawy, do Iraque, e Marwan Abado da Palestina.

 


LISTA DE DATAS E ARTISTAS:

 


8 de Abril

Teatro Académico Gil Vicente, Coimbra - 21h30
Wesam Ayub, Ehad Al-Azzawy (Iraque) e Marwan Abado (Palestina) são recebidos por Camané e João Lóio

10 de Abril

Theatro Circo, Braga - 21h30
Wesam Ayub, Ehad Al-Azzawy (Iraque) e Marwan Abado (Palestina) são recebidos por Clã e Jorge Palma

12 de Abril

Cinema São Jorge, Lisboa - 21h30
Wesam Ayub, Ehad Al-Azzawy (Iraque) e Marwan Abado (Palestina) são recebidos por Luís Represas, João Pedro Pais e José Mário Branco

13 de Abril

Teatro Vírginia, Torres Novas - 16h00
Wesam Ayub, Ehad Al-Azzawy (Iraque) e Marwan Abado (Palestina) são recebidos por Paulo de Carvalho e José Mário Branco





SUGESTÃO: women are heroes

6 04 2008

It was about a year ago that JR first told us about his “Women are Heroes” project, collaboration with Médecins Sans Frontières.

Taking his trusty 28 millimeter lens, for the last year JR has been traveling to such countries as Sierra Leone, Liberia, Southern Sudan and Kenya, documenting the lives of a group of incredibly courageous women.

Now, on the occasion of International Women’s Day, the full documentation of the Women Are Heroes project is being launched on the web. And not surprisingly, the work is absolutely breathtaking.

 

 





Site ARTE E AS INFLUÊNCIAS DA GUERRA

6 04 2008

Edgar Hernandez e Jai Saelee criaram o site “Arte e as Influências da Guerra” onde podemos encontrar artistas que procuraram representar através da sua arte as experiências e o sofrimento causados pela 1ª e 2ª Guerras Mundiais.

 

O melhor exemplo é o quadro GUERNICA, de Pablo Picasso, artista que mudou completamente a sua expressão artística depois da 2ª Guerra Mundial, introduzindo muitos mais símbolos de violência e destruição nas suas obras.





E depois da guerra? PURPLE HEARTS

6 04 2008

Purple Hearts é um projecto da fotojornalista Nina Berman, criado em 2004, com uma série de retratos e entrevistas a soldados americanos feridos no Iraque. Este registo foi levado a cabo nas casas dos próprios soldados, nos hospitais e em bases militares por todo os EUA.

Nina Berman pretende com este projecto chamar a atenção para os problemas físicos e psicológicos dos veteranos de guerra e alertar a juventude que considera a carreira militar como uma opção de emprego.





GUETO DE GAZA, documentário e fotoreportagem focus

10 03 2008

Documentário

FotoReportagem





SUGESTÃO INTERNACIONAL: FocFest

29 02 2008

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“Freedom honours Peace and the dignity that allows honesty, fair treatment; fostering a positive and healthy environment to all. Sometimes and in some contexts these values are still for accomplish and healthy relationship of comfort, security, respect, dignity, self-worth, confidentiality, openness and communication were not achieved.
Freedom of choice gives us the power of decision. Self-determination provides everyone to exercise their right. Justice, fairness and equality enhances the sense of self-esteem that at the end consolidate peace.” – Alberto Guerreiro

Goals: Freedom of Choice International Video and Film Peace Festival (FocFest) is committed to bringing to the public quality creative art movies with civic and intervention assent. It seeks to promote the ideals of peace, freedom, open society, tolerance, political and cultural pluralism within a global context as well as fight and expose the cases of violation of those commitments throughout the world. FocFest works towards to show multisided views of world peace and freedom through the art form of video and film expressed creatively and critically. It aims to promote the use of moving image involving broad audiences in an open debate about the challenges facing humanity.

FocFest is an event of Artists for Peace: “Interested in promoting Peace and Friendship, Non Violence, and an active attitude against War”.

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TEAR IT DOWN, um projecto da Amnistia Internacional

26 02 2008

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Tearitdown.org é uma iniciativa criada pela Amnistia Internacional para terminar com as detenções secretas e ilegais praticadas pelos EUA. Esta grande iniciativa está a ser levada a cabo na Internet e insere-se na campanha internacional CONTRA O TERROR, JUSTIÇA! No site do projecto Tearitdown.org cada pessoa pode adquirir um “pixel” participando desta forma num movimento global pelo fim da ilegalidade e das violações dos direitos humanos dos prisioneiros. Um dos primeiros objectivos será fechar a Prisão de Guantanamo e terminar com o transporte secreto dos detidos, com a tortura e maus-tratos e com a detenção sem provas.





MOTHERS OF MARTYRS, fotografias de Newsha Tavakolian

19 02 2008

“Não há nada pior para uma mãe do que ver morrer o filho. No entanto, estas mulheres iranianas são mães orgulhosas porque os seus filhos deram a vida pelo Irão. Homens, jovens e adultos, deixaram as suas casas e durante 8 anos lutaram nas trincheiras ao longo da fronteira com o Iraque. Alguns pisaram minas, outros morreram durante os ataques do Iraque com armas químicas. Morreram pela causa.” - Newsha Tavakolian, EVE Photographers

 

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